
Ruído de fundo
Julho 22, 2006Tenho conseguido arranjar um conjunto significativo de distracções para me manter motivado para as coisas que são importantes para o futuro e esquecido das que me deixaram recordações menos boas no passado. Infelizmente, há dias em não é de todo possível fingir, e fugir da pequena neblina longínqua antes que se transforme numa nuvem negra pronta a descarregar toda a sua carga em fúria mesmo em cima de mim.
Há uns anos atrás, num país distante à espera do regresso a casa, disse a alguém que a felicidade era não pensar nela. Foi uma ideia interessante e que fazia todo o sentido no contexto. Mas tenho vindo a ser visitado por alguns pensamentos fantasma e por isso, resolvi hoje, que para manter os olhos no caminho tenho que reformular: não sei o que é a felicidade, mas vou pensar nela e estar atento e vou fazer questão de aproveitar o que me for dado. Por muito breve que seja, não deve ser encarado como um começo, mas sim como algo que vale por si e pode não se repetir.