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“Só se perdem as que caem no chão”

Fevereiro 26, 2007

Hoje, se me perguntassem o que queria ser quando crescesse, responderia sem hesitação que gostaria de não ter que crescer mais. Tenho saudades de mim quando era criança, com quase nada mas sempre cheio de vontade para tudo. Sinto falta da inocência, da alegria espontânea, da curiosidade constante, da capacidade de encarar qualquer coisa como apenas mais uma que ia certamente superar.

É verdade que o acto de crescer vai levando todas estas coisas para o lugar da memória. Como é que se compensa toda esta perda? Ajudando os que crescem num mundo ainda mais cínico e egoísta a viver essas experiências e a não as deixar escapar sob nenhum pretexto. Na verdade, o que se perde mesmo é aquilo que não se vive.

One comment

  1. pois quando digo: “quando eu era pequena”… invariavelmente me responde:”mas quando é que cresces -te?”…

    gosto particularmente do hoje , nao do ontem e jamais do amanha.
    um xi (desta velha – pequena …)



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