Janeiro 7, 2007
Pensei em escrever um post sobre as minhas resoluções para 2007. Pensei nisso durante alguns segundos. Percebi então que não tinha tomado resoluções para 2007. Em vez disso tomei quase duas garrafas de champagne bem gelado e bem francês, como eu gosto.
A verdade é que concluí que não gosto de calendarizar a definição de resoluções Não faz sentido. Não faz sentido esperar por uma altuira específica do calendário para definir estratégias ou ajustar tácticas. Este ano, como tenho vindo a fazer desde o fim de 2005, vou continuar a resolver sempre que necessário e principalmente a eliminar o que não quero e não gosto. Esta é a minha resolução e tem vindo a resultar.
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Janeiro 5, 2007
Porque é que não escrevi nada neste último mês? Porque não me apeteceu!
O Natal e períodos limítrofes deixam-me profundamente aborrecido, por isso dedico-me com afinco a tarefas de estupidificação natural que mantenham as mãos ocupadas durante o dia e o corpo dorido na hora de ir dormir. São rituais. Tudo passa, tudo passará. O que se faz para amenizar toda a espera dolorosa é que conta.
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Dezembro 17, 2006
É bonito ver como já se está a lidar com aquela que devia ser uma das grandes preocupações do momento. Pelo menos os hoteleiros da neve já estão a pensar no assunto e já arranjaram formas de se adaptarem às novas realidades que se avizinham consequentes do descalabro do clima.
Ainda não conheço os planos dos operadores da costa portuguesa para lidar com estas catástrofes em favor do negócio, mas há aqui boas práticas para aprender. Não sei, mas que tal fomentar a formação de surf e de windsurf radical? Ouvi falar em ondas de mais de 7m de altura na Caparica. A grande preocupação são as infra-estruturas móveis que vão ser necessárias, porque isto hoje é na Costa da Caparica, mas para o ano que vem já pode ser em Vila Franca de Xira.
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Dezembro 17, 2006
E assim vai desaparecendo a vida deste planeta para ser substituída por este frenesim de devastação pelo qual somos responsáveis. Vamos ver até quando.
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Dezembro 16, 2006
Muito se tem falado do polémico livro de Carolina Salgado. Muito se tem comentado sobre os casos da vida privada descritos. Mais ainda se tem falado e, espero eu, se irá continuar a falar sobre os casos da vida pública, também dela, mas do Jorge Nuno e do seu alegado envolvimento em histórias flatulentas, perdão, cabeludas, verdadeiros casos de polícia.
De acordo com alguns trechos que fui lendo aqui e ali, parece-me, no entanto, que esta obra (como insistem os Gato Fedorento em chamá-la), terá começado por ser um conto de fadas. Percebe-se o caminho tortuoso que a coisa seguiu quando, por exemplo, Miguel Sousa Tavares escreve que Pinto da Costa, esse semi-deus azul e branco nortenho, se deveria demitir da presidência do FCP. Ou quando se vai à prateleira dourada buscar Maria José Morgado para retomar o caso Apito… Dourado.
E eu que tinha tanta esperança em saber o que terá acontecido ao pijama azul, compostinho, com os elefantes pequeninos.
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Dezembro 13, 2006
“Go as far as you can see; when you get there you’ll be able to see farther“
Thomas Carlyle
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Dezembro 10, 2006
Em geral, as pessoas são simpáticas, educadas e prestáveis na cidade do Amstel. O pessoal do hotel é-o ainda mais, bem para além das imposições do negócio. No entanto, dada a minha fraca aptidão social matinal, há simpatias que são excessivas.
Depois de ter conseguido, de forma educada, não estar muito tempo à conversa com a empregada que nos serve o pequeno-almoço, eis que aparece uma outra hóspede que desata em longa e colorida conversação com a simpática Lila. Pareceu-me que a hóspede era alemã e a conversa desenrolou-se toda em holandês, ou alemão ou algum cruzamento terrível entre as duas línguas. Enfim, nada de muito estimulante do ponto de vista auditivo para aquela hora do dia.
Perturbado pelo facto de a refeição mais importante do dia, e ainda mais importante no dia de um viajante, estar a ser acompanhada por tão desagradável banda sonora, ocorreu-me que poderia ser muito pior: elas poderiam ser espanholas!
Fiquei de imediato mais aliviado, resolvi pedir mais um croissant quentinho e tentar perceber de que é ques estavam a falar.
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Dezembro 9, 2006
As mulheres em Amsterdam são inquestionavelmente bonitas. Bonitas e altas. Mesmo apesar de passarem boa parte do tempo com o cabelo à chuva e a cara expoxta ao rigor do frio e do vento, não encontrei indícios de serem viciadas em salões de beleza, contrastando com as mulheres de outras latitudes, também inquestionavelmente bonitas, mas que alimentam uma indústria de cuidados suplementares de dimensão substancial.
Em qualquer dos casos, o resultados é que contam, e ambos os resultados são bons.
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Dezembro 9, 2006
São muitas. São veículo prioritário. Têem direito a estacionamentos com 2 pisos perto da Centraal Station, e áreas reservadas em todo o lado. Têem direito a uma rede viária própria. São incrivelmente antiquadas. Não têem mudanças nem suspensões nem outro tipo de gadgets a que estamos habituados. Têem vários cadeados. São caras, pelo padrão português. Muitas estão abandonadas.
Não há nada que detenha os nativos de circularem nas suas amigas de duas rodas: trânsito, peões, eléctricos, autocarros, absolutamente nada. E porquê? porque cada um destes elementos tem o seu lugar devidamente assinalado e reservado na via pública.A chuva e o frio, não estando regulamentados, também não constituem impedimento. Com temperaturas na ordem dos 6º, 7ºC, mais de 95% dos ciclcistas andam sem luvas. E uma percentagem assinalável das mulheres, andam de saia. Brrrrrrrrrr.
Da próxima vez que lá for proponho ao meu pai levar as duas “pasteleiras” do tempo do pai dele que estão lá a coleccionar pó na garagem. Pelo que consegui observar nas lojas e oficinas de usadas, não seria complicado conseguir vendê-las por 100€… cada uma!
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Dezembro 8, 2006
O que é que chega duas horas atrasado a Amsterdam e sai três horas atrasado? O voo da TAP!
É muito mais fácil comprar sexo e droga do que o eléctrico passar no horário certo.
É muito mais fácil o eléctrico passar no horário certo do que encontrar um posto ou um marco dos correios.
É muito mais fácil encontrar um posto dos correios do que uma casa de banho pública.
O que não há em Amsterdam? Starbucks Coffee. O que quase não há em Amsterdam? McDonalds.
O que há imenso em Amsterdam? Restaurantes de cozinha internacional, de norte a sul, de este a oeste do globo.
Canais, pontes, bicicletas, sinais da cerveja Heineken e t-shirts do Red Light District: não há noção!
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