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Escalada e separação

Julho 23, 2006

Fazer coisas com o outro porque o outro gosta, mesmo que não se goste. Querer fazer essas coisas. Sem manter a contabilidade, porque manter a contabilidade servirá apenas para apresentá-la algum dia, no pior momento. E é nesse momento que se percebe que acabou. Não se percebeu em todos os outros pelo meio em que os indícios gritam para ser vistos. Não se percebeu quando se continuou a fazer coisas por obrigação, por sentido de responsabilidade ou simplesmente para demonstar que ainda se está disponível, só à espera que o outro se aperceba.

O que interessa, no fim, é partir mais forte e isso passa por não ter feito nada que possa ser irreversível de uma forma negativa, de uma forma que envorgonhe ou embarace. Deve haver alguma forma de se perceberem estas coisas quando se começam. Ou então não há, mas deveria haver. Ou então não, porque devem ser vividas e usadas como forma de apredizagem, livro de ensinamentos sobre a vida.

Comunicar é fundamental, não para mostar o que se quer mas para perceber o que querem de nós. É esta a única e última responsabilidade de quem pretende contrariar a natureza humana e transformar dois mundos completamente diferentes num só. Porque é muito fácil acontecer, mas ao contrário do que pretendia.

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